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Colheita
acrílica sobre tela
150 x 100 m
vendida

 
detalhe

Uns, com os olhos postos no passado,
Vêem o que não vêem: outros, fitos
Os mesmos olhos no futuro, vêem
O que não pode ver-se.

Porque tão longe ir pôr o que está perto _
A segurança nossa? Este é o dia,
Esta é a hora, este o momento, isto
É quem somos, e é tudo.

Perene flui a interminável hora
Que nos confessa nulos. No mesmo hausto
E, que vivemos, morreremos. Colhe
o dia, porque és ele.


Fernando Pessoa

Convite
       O trabalho da artista Gisele Moura traduz o que o poeta Manoel de Barros definiu como “infância da Língua”. Pode-se compreender esta “infância” como a extrema liberdade de ver o mundo e recriá-lo. Sua liberdade compositiva e plástica expressa as coisas inominadas, propiciando uma leitura aberta.
       Flores que nos desassociam da palavra e do sentido flor.
       Espaço que se isenta de seu léxico.
       Cores que se transfiguram em tempo e memória.
       Imagens livres de gramáticas. Basta abrir a forma e se inserir dentro dela.
       A liberdade é o cerne de seu trabalho, e sua leitura em espiral doa novo sentido ao sol, à flor, ao universo, como se fosse infância da pintura. Pintura que não é imagem, pintura que é também palavra, som e poesia.   

Angélica Oliveira (artista plástica, estilista e professora da área de design da UEMG e da FUMEC)

*Baseado em Manoel de Barros – livro Poemas Rupestres, 2004.

            A artista plástica Gisele Moura apresenta sua nova exposição, Florescências. Fica evidente a influência da arte oriental, que traduz seu  desejo de uma total integração.
            Ela não se afasta, no entanto, da cultura popular brasileira, mais evidente em sua obra anterior. Suas telas de cores vibrantes nos remetem às chitas coloridas das bandeiras decoradas de festas do norte das Minas Gerais e nordeste do país. Podemos sentir o ressoar dos pandeiros a ecoar em nossos corações. É como unir mantras e modinhas, juntos numa mesma inspiração.
            Há coerência e sensibilidade em sua arte. Percebe-se um elemento recorrente: a espiral – fonte e caminho para o infinito. Ao apreciar sua obra, o espectador é surpreendido não só pela técnica bem elaborada e pelo requinte de detalhes. O que ela nos transmite é muito mais: harmonia e a paz. 

Vera Pinheiro (arte-educadora)
Sopro
Acrílica sobre tela
100 x 100 cm
vendida
Cio da Terra
acrílica sobre tela
100 x 100 cm
vendida
Ascensão
Acrílica sobre tela
150 x 100 cm
 2009
vendido
Pérolas
Acrílica sobre tela
o,70 x 1,0 m

vendido
Gunas 
acrílica sobre tela
150 x 50 cm
vendida

Portal
Acrílica sobre tela
o,80 x 1,20 m
vendida

 (detalhe)
 Raiz
acrílica sobre tela
140 x 100 cm
vendida
Shakti
Acrílica sobre tela
o,50 x 1,0 m

vendido
Veludo
Acrílica sobre tela
o,80 x 1,20 m
vendida
Capa do livro Recontos do Jequitinhonha e... alhures
Organizadora: Carolina Antunes
Autores: Ana Elisa Ribeiro, Carolina Antunes,
Frans Lourenço Assunção, Nazaré Serra,
Ronald Claver, Vera Felício

Editora Mazza
2009

Vinhetas para o livro Recontos do Jequitinhonha e... alhures
Aguada e nanquim sobre papel: