Ela é também um convite à
brincadeira, um chamado a percorrer a aventura de viver com leveza e encanto.
Apresentada pela primeira vez
em formato online, em 2020, durante a pandemia da covid-19, a exposição teve a
maioria de suas pinturas vendidas naquele momento. Desde então, o tema seguiu
em expansão: novas obras surgiram e outras exposições ganharam espaço em
galerias, enquanto as “cartas” encontravam novos caminhos — mais íntimos, mais
silenciosos — revelando autorretratos lúdicos e paisagens fantasiosas de Belo
Horizonte.
Inspirada pela música e pela poesia brasileira
e das Américas — sempre presentes nos títulos das pinturas —, pelo Menino Azul de Cecília Meireles e pela divindade hindu Krishna, a exposição se constrói como uma carta
à nossa criança interior: livre de preconceitos, segura e feliz — e por isso
mesmo, universal.
Que possamos tocar outras
músicas, experimentar novos instrumentos, alcançar outros corações. Que sejamos
capazes de ver pelas janelas de outros olhos, misturar nossas cores e dançar, juntos,
a dança da vida.
Gisele Moura


