Contato: 55 (31) 99611-5014

Translate

Exposição Cartas para o Menino  Azul 
no Centro Cultural Salgado Filho - Belo Horizonte
De 7 a 30 de maio de 2026

A exposição Cartas para o Menino Azul traz à realidade pictórica um sonho. O sonho de diversidade, coletividade, tolerância e amor.

Ela é também um convite à brincadeira, um chamado a percorrer a aventura de viver com leveza e encanto.

Apresentada pela primeira vez em formato online, em 2020, durante a pandemia da covid-19, a exposição teve a maioria de suas pinturas vendidas naquele momento. Desde então, o tema seguiu em expansão: novas obras surgiram e outras exposições ganharam espaço em galerias, enquanto as “cartas” encontravam novos caminhos — mais íntimos, mais silenciosos — revelando autorretratos lúdicos e paisagens fantasiosas de Belo Horizonte.

Inspirada pela música e pela poesia brasileira e das Américas — sempre presentes nos títulos das pinturas —, pelo Menino Azul de Cecília Meireles e pela divindade hindu Krishna, a exposição se constrói como uma carta à nossa criança interior: livre de preconceitos, segura e feliz — e por isso mesmo, universal.

Que possamos tocar outras músicas, experimentar novos instrumentos, alcançar outros corações. Que sejamos capazes de ver pelas janelas de outros olhos, misturar nossas cores e dançar, juntos, a dança da vida.

Gisele Moura

 

Podia-se ir além do mundo
40 x 40 cm
encomenda vendida

Cada coração é meu templo
40 x 40 cm
à venda

Dentro desse olhar
40 x 40 cm
(encomenda para o aniversário de 70 anos)
vendida / sold

 

Kokopeli and the flute of tune age
40 x 40 cm

Kokopeli é um ser mítico muito antigo, presente nas pinturas rupestres
e nas histórias dos povos nativos da América do Norte.
Kokopeli é um flautista que anuncia a primavera, a esperança,
a alegria e as brincadeiras, abençoa as colheitas e a abundânia.
Para quem sabe que a América do Norte é terra de Krishna,
o Deus flautista que ensina a jogar com leveza o jogo da vida,
é impossível não fazer a associação entre eles e enxergar, mais uma vez,
que apesar de os seres humanos darem nomes diferentes
ao que consideram divino, existe essa conecção arquetípica que nos une.
 

ainda sem título
pigmentos naturais (terras) no fundo 
e acrílica nas "rendas"
100 x 70 cm
à venda
detalhe:






 

Poesia do Universo
acrílica sobre tela
30 x 80 cm
vendida / sold

 

Palavra sem dimensão
pigmentos naturais 
(terras de Minas Gerais e Goiás)
e acrílica sobre tela
90 x 70 cm
à venda / available
detalhe:


 

ainda sem título
60 x 40 cm
encomenda vendida / sold
detalhe:
Tinha uma árvore no meio do caminho. No canteiro central da estrada que leva à cidade de Piranga, MG, Brasil, vive uma linda árvore que se tornou um elo de encantamento entre mãe e filha. No caminho para esta cidade, que foi a primeira comarca onde a filha trabalhou no tribunal, ambas avistaram esta árvore, considerada pelas duas um presente divino que as uniu ainda mais. A mãe me encomendou esta pintura para presentear a filha, que agora irá trabalhar em outra cidade. Este presente vai imortalizar a lembrança de que em cada caminho existe um presente de Deus, que reforça os vínculos daqueles que estão abertos à beleza e às conexões divinas. Foi uma bênção pra mim receber esta encomenda. Gosto da maternidade, dos vínculos, das histórias que unem, que fazem crescer e que conectam. De repente, passei a fazer parte dessa história. Adoro pintar encomendas que se sintonizam com meu trabalho. Natureza, amor, conecções. Me sinto agradecida por mais esta oportunidade.

Sei que nada será como antes
acrílica sobre tela
140 x 80 cm
vendida

detalhes:

Esta pintura foi uma encomenda. Uma encomenda inusitada. Uma surpresa. Um desafio. Um presente. Gostaria de poder explicar o impacto dela sobre minha vida, mas tem experiências que não cabem nas palavras. Quem me encomendou esta obra foi a irmã de uma grande amiga minha das artes. Ela queria uma Santa Ceia, porém com discípulas mulheres em vez de discípulos homens. Quero lembrar aqui que através desta pintura não estou querendo questionar a veracidade da história da vida de Jesus. É apenas uma licença poética a que a arte tem acesso.

Pintar Jesus não é fácil. É preciso profundidade e entrega. Preferi começar a pintura somente depois de voltar de um encontro no Centro Nacional da Sahaja Yoga em 'Olhos D’água', em 'Goiás', Brasil, um sítio onde costumamos nos encontrar todos os anos durante o período de carnaval. Sabia que eu estaria num estado de consciência bem mais profundo após este período de vários dias em meditação coletiva. Este ano éramos perto de 500 yogues de vários países e este foi um dos nossos encontros mais profundos.

Lá, uma yoguine inglesa, uma senhora que conheceu muito bem Shri Mataji, contou como Shri Mataji explicou sobre como foi, na realidade, a Santa Ceia, em uma experiência real de transformação dos elementos como uvas e pães em pura vibração de chaitanya. Parecia que ela estava falando pra mim. Seu relato tocou nosso coração como se estivéssemos compartilhando deste momento com Cristo, a mais de 2000 anos atrás. Uma experiência viva.

Cada vez mais, tenho a clareza de que a arte não é somente simbólica. Ela é tão conectada à nossa essência que seria impossível não haver uma sintonia entre a arte e o divino em nós. E como tal, ela atua. A arte atua no nível sutil, dentro e fora de nós. O artista precisa ter coragem e humildade. Coragem de assumir seu compromisso com o poder criador, para o qual somos apenas um canal. Assim escreveu certa vez o poeta Fernando Pessoa: “Dá-me alma para te servir e alma para te amar. Dá-me vista para te ver sempre no céu e na terra, ouvidos para te ouvir no vento e no mar, e mãos para trabalhar em teu nome.” Esse é um pedido que faço a Deus constantemente.

Minhas mãos trabalham em nome de Deus em todas as formas em que Ele/Ela se apresenta à humanidade, dentro das minhas possibilidades, conhecimentos e vivências. Esse é meu compromisso nesta vida. Não pensei em porque pintar mulheres com Jesus, apenas me entreguei à tarefa, colocando aos pés de Jesus e Maria o meu trabalho.

Claro que quis representar, na mesma pintura, mulheres de diversas origens raciais, como na maioria dos meus trabalhos, que buscam sempre o ideal de união e harmonia na diversidade. Representei nesta pintura diferentes fases importantes da mensagem de Jesus naTerra: A Santa Ceia, o Pentecostes, o Sagrado Coração, a ressurreição, o mistério da Porta Estreita para o Reino, da qual Jesus falou.

Ficou clara a importância, neste momento, de pintar esta tela. Momento em que vemos à nossa volta uma guerra acontecendo entre o feminino e o masculino, entre homens e mulheres, entre poderes opostos, mas não antagônicos. Complementares sim. É isso que precisamos entender e harmonizar.

Todos nós, no mundo inteiro, homens ou mulheres, podemos, se quisermos, sermos discípulos do divino e nos aproximarmos dele em suas diferentes manifestações, afinal, estamos todos, como seres humanos, no caminho da evolução. No caminho de encontrarmos o divino em nós. No outro. Na outra religião. Na outra cultura. Esta é uma escolha individual, mas está disponível a todos. Jesus é uma das formas mais importantes do divino em toda a sua fortaleza, principalmente quando se trara do perdão.

Percebi que durante o processo dessa pintura, várias questões relativas ao perdão começaram a ser trabalhadas dentro de mim e à minha volta. Vieram questões antigas, difíceis, relacionadas ao machismo e ao sofrimento milenar que ele causou às mulheres. A mim. À minha mãe, avós, irmãs, amigas e ao próprio princípio divino feminino. Foi doído. Foi difícil. Foi esclarecedor.

Percebi que devemos sim, colocar limites, mais que nunca. Nos impor. Porém, com o perdão. Nós mulheres precisamos perdoar os homens, mas não o machismo. Nosso poder é o amor. Os homens também estão perdidos e precisam entender com clareza, nossos limites. E respeitá-los. É uma tarefa difícil pra nós, que somos sutis, que entendemos as entrelinhas, que intuímos as verdades ocultas, fazê-los compreender, em sua mente prática e mais literal do que a nossa, que não aceitar o que nos machuca ou nos diminui, não é deixar de amar. Não é deixar de admirar. Colocar limites não é querer disputar o lugar deles no mundo. O momento é de aprender a compartilhar
este espaço no mundo, caminhando lado a lado.

Só assim construiremos um novo paradigma onde cabemos todos, com igual importância, admiração e respeito mútuo. Fica aqui o meu desejo nessa Páscoa. Sei que é um desejo pretencioso, porém acredito nele.

SEI QUE NADA SERÁ COMO ANTES

ps.: Essa frase da música de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos ficou dançando na minha mente durante o processo desta pintura. Um título perfeito!

Gisele Moura



 

Que seja como abrir uma janela
acrílica sobre tela
100 x 90 cm
vendida / sold
detalhes:






 

Esse meu jardim
acrílica sobre tela
140 x 70 cm
vendida / sold

detalhes:






 

Divindades indianas em acrílica sobre madeira MDF:
Shri Mataji
15 cm
acrílica sobre madeira mdf de 1,5 cm
à venda / available
Shri Mataji
15 cm
vendida / sold

Kalki
15 cm
vendida / sold
Adi Guru Datatreya
15 cm
vendida / sold

 

Nosso fim, nosso começo
acrílica sobre tela
80 x 80 cm
à venda / available

detalhe: